Produzido por Ricardo Baldacci, Brothers in Swing é o segundo álbum de carreira do cantor/guitarrista, e até hoje o primeiro registro nacional com o guitarrista e lenda do jazz, o norte-americano Bucky Pizzarelli. O projeto colaborativo também conta com o contrabaixista Martin Pizzarelli, que batizou o CD, e o pianista australiano, Konrad Paszkudzki

Baldacci é um dos poucos representantes do Swing Jazz no Brasil e um admirador de longa data da família Pizzarelli. Em maio de 2014, foi convidado para tocar em um festival em Manhattan por Lenny White e conheceu Bucky Pizzarelli, um dos patriarcas da guitarra jazz. Na ocasião, encontrou o engenheiro de som Bill Moss e comentou sobre a utópica possiblidade de gravar um disco com os seus ídolos.

Em janeiro de 2015, Ricardo escreveu a Bill perguntando se haveria a chance de tornar realidade aquele projeto de que haviam falado. A resposta veio em duas semanas, com as datas de gravação já programadas. Ricardo Baldacci fez uma breve seleção de músicas, escreveu alguns arranjos e foi para Nova Iorque 15 dias depois.

Gravado em duas sessões no Samurai Hotel Studios no Queens, NY, Brothers in Swing acontece em clima de espontaneidade e camaradagem e tem o swing” (balanço) como marca registrada. É uma grande homenagem de Baldacci à música da família Pizzarelli, que retribui na mesma proporção ao artista brasileiro. Mais uma vez, a exemplo do seu CD prévio, Baldacci escolheu por preservar, na maioria das faixas, a sonoridade do trio sem bateria (baixo-acústico, piano, guitarra/voz) que neste disco se alterna entre arranjos de duos de guitarra e voz, piano e voz, e também números solos de guitarra.

O CD apresenta em 17 faixas, uma série de composições clássicas, além de duas originais de Ricardo Baldacci e uma em parceria com Martin Pizzarelli e Konrad Paszkudzi. No repertório, há grande variedade: swing, baladas e “novelty songs” – canções como In a Mellow Tone (Duke Ellington), Embraceable You (Gershwin) e Route 66 (Bobby Troup), além de outros “standards”, entre eles alguns desconhecidos como a pouco gravada Call The Police (Nat King Cole). 

A arte do disco feita pela designer, Emilene Miossi, também remete ao clima descontraído daquelas tardes de tempo frio mas de muito calor humano, com fotos dos encontros na casa do Bucky Pizzarelli no interior de Nova Jersey e das gravações no Queens.

Brothers in Swing é um tributo a alegria e a sonoridade típica do Swing Jazz, um disco repleto de atuações inspiradas que emocionam e um prato cheio para os amantes do Great American Songbook.

spotfy rdio itunes Google-Play-logo deezer